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jueves, 15 de enero de 2026

Alckmin: sanções dos EUA ao Irã não devem impactar o comércio brasileiro (analise)

 


O vice-presidente Geraldo Alckmin afirma que possíveis sanções dos Estados Unidos contra o Irã não devem afetar significativamente as relações comerciais ou a economia do Brasil, dada a pequena participação do país no comércio bilateral.

Autor LIBIA LOPEZ para Econix


O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou nesta quinta-feira (15) que uma eventual sanção dos Estados Unidos ao Irã, anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, não deve ter impacto relevante sobre o Brasil, sobretudo por causa da limitada participação comercial entre os dois países.

Em entrevista durante o programa “Bom Dia, Ministro”, Alckmin ressaltou que muitos países — incluindo membros da União Europeia — mantêm relações comerciais com o Irã, mas que o Brasil exportou um volume relativamente pequeno para aquele mercado em 2025, o que reduz os riscos de efeitos diretos sobre a balança comercial brasileira em caso de sanções econômicas.

Segundo o ministro, as medidas anunciadas pelos Estados Unidos têm como objetivo restringir o comércio com o Irã. No entanto, ele mencionou que o país ainda não viu a implementação formal de restrições específicas que poderiam afetar diretamente operações comerciais globais, e que as sanções, no cenário atual, permanecem mais na fase de intensificação retórica do que em execução efetiva.

Alckmin também frisou que o Brasil não possui litígios comerciais com o Irã e que a relação econômica entre as nações é mínima, o que dificulta que eventuais medidas punitivas americanas tenham repercussão significativa sobre o fluxo de exportações brasileiras. O vice-presidente ressaltou ainda a importância da paz e da estabilidade internacional, reiterando que o país busca promover o multilateralismo e o desenvolvimento por meio do fortalecimento de laços diplomáticos e de comércio sustentável.

Especialistas em relações internacionais apontam que, embora o Brasil mantenha uma postura de cautela diante de possíveis sanções, a diversificação de parceiros comerciais e a pouca dependência do mercado iraniano reduzem o risco de impactos econômicos diretos, mesmo em um cenário de tensões geopolíticas elevadas


Analise de ECONIX Brasil


Mesmo que os Estados Unidos avancem com sanções mais duras ao Irã, os efeitos diretos sobre a economia brasileira tendem a ser mínimos, devido ao baixo volume de comércio bilateral. No entanto, o risco está no impacto indireto via preços internacionais de energia e petróleo, que podem pressionar a inflação global e afetar custos internos. A longo prazo, o Brasil pode se beneficiar como fornecedor alternativo de commodities, desde que mantenha estabilidade diplomática e logística. O cenário exige monitoramento do mercado energético e da geopolítica, mais do que ajustes estruturais imediatos.


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