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jueves, 15 de enero de 2026

BC liquida Reag após investigações de fraude financeira e impacto no SFN (entenda)

 


O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag, gestora financeira associada às suspeitas de fraudes envolvendo o banco Master, em uma ação que reforça a fiscalização do Sistema Financeiro Nacional.

Autor LIBIA LOPEZ para Econix

O Banco Central do Brasil (BC) anunciou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., que atualmente operava como CBSF, em resposta a graves violação das normas que regem o Sistema Financeiro Nacional (SFN) e ao aprofundamento das investigações sobre fraudes ligadas ao Banco Master, que levou à intervenção e liquidação da instituição em dezembro de 2025.

A medida foi tomada após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão contra a empresa e seu fundador, João Carlos Mansur, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, operação que mira esquemas de fraude e lavagem de dinheiro associados ao colapso do Banco Master e que envolve diversas fases e alvos espalhados por vários estados do país.

Segundo o BC, a liquidação extrajudicial foi motivada por irregularidades operacionais graves que colocaram em risco o cumprimento das normas do SFN. Como parte da ação, os bens dos controladores e ex-administradores foram tornados indisponíveis para impedir a dilapidação do patrimônio, conforme previsto na legislação financeira.

A Reag atuava principalmente como administradora de cerca de 90 fundos de investimento, que agora precisam encontrar novas gestoras para continuar operando após a liquidação da empresa. Apesar de sua participação no mercado ser considerada pequena — representando menos de 0,001% do total de ativos ajustados do sistema — os desdobramentos da investigação podem revelar conexões mais amplas e potenciais impactos regulatórios.

Especialistas em regulação financeira avaliam que a ação reforça a postura do Banco Central em fiscalizar com rigor as instituições de menor porte, especialmente diante de indícios de que recursos podem ter sido desviados ou utilizados em operações irregulares. A continuidade das apurações pode resultar em novas medidas sancionatórias e colaborações com outras autoridades legais.


Analise de ECONIX Brasil

A liquidação da Reag pelo Banco Central reforça a tendência de tolerância zero a falhas de governança no sistema financeiro brasileiro. No curto prazo, o impacto sistêmico é limitado, dado o pequeno porte da instituição, mas o episódio tende a gerar efeitos indiretos relevantes. A médio prazo, espera-se maior rigor regulatório sobre gestoras, DTVMs e bancos médios, elevando custos de compliance e reduzindo riscos operacionais. Para investidores, o movimento fortalece a confiança no sistema, mas aumenta a seletividade de crédito e de alocação em produtos financeiros fora do eixo dos grandes bancos.



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