Autor LIBIA LOPEZ para Econix
O movimento de queda do dólar ocorre em um ambiente de maior confiança por parte de investidores internacionais, que observaram tanto as recentes decisões de política monetária no Brasil — com manutenção da Selic em 15% e sinalização de possíveis cortes a partir de março — quanto a passagem do Federal Reserve dos EUA, que manteve a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% e mostrou pouca inclinação para alterações imediatas.
Ao longo do dia, a moeda americana passou por volatilidade intradia, oscilando entre mínimas ao redor de R$ 5,1659 e máximas próximas de R$ 5,2493 conforme o humor do mercado e movimentos de Wall Street.
O desempenho cambial também foi influenciado pela percepção de risco no cenário global, com os investidores ajustando posições em reação a indicadores externos e dados econômicos dos EUA, que tiveram impacto nas divisas globais.
Analise de ECONIX Brasil
O recuo do dólar perante o real tem múltiplos efeitos sobre a economia brasileira. Para consumidores e empresas que dependem de importações de bens e insumos, um dólar mais fraco tende a reduzir custos de importação, contribuindo para aliviar pressões inflacionárias em itens sensíveis como combustíveis, eletrônicos e medicamentos. Para investidores, a combinação de diferencial de juros elevado — com uma Selic em 15% ao ano — e um real relativamente fortalecido pode tornar ativos brasileiros em renda fixa mais atraentes, especialmente em operações de carry trade, nas quais capitais tomam empréstimos em países com juros baixos e aplicam em mercados com juros altos como o Brasil.
Por outro lado, setores exportadores podem sentir algum impacto negativo se o dólar permanecer em patamares mais baixos, já que receitas em reais provenientes de vendas ao exterior tendem a ser menores. No médio prazo, a trajetória cambial estará fortemente ligada às expectativas de cortes ou manutenção das taxas de juros tanto pelo Banco Central do Brasil quanto pelo Federal Reserve dos EUA, bem como aos fluxos de capitais globais em direção a mercados emergentes.
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