Autor LIBIA LOPEZ para Econix
A correção dos benefícios previdenciários ficou aquém da inflação oficial, reduzindo a capacidade de compra de aposentados e pensionistas que recebem mais que o piso nacional.
Os aposentados e pensionistas do INSS que recebem valores acima do salário mínimo tiveram seus benefícios reajustados em 3,9% em 2026, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, que serve de base para a correção desses pagamentos.
No mesmo período, a inflação oficial medida pelo IPCA fechou 2025 em 4,26%, superando o reajuste, o que significa que quem recebe benefício maior que o piso nacional perdeu poder de compra ao longo do ano.
Para quem recebe apenas o salário mínimo, o quadro é diferente: esses benefícios são automaticamente ajustados conforme o valor do piso nacional, que passou a ser de R$ 1.621 em janeiro de 2026, garantindo uma recomposição direta com base no aumento do mínimo.
O que os dados mostram
Impacto na vida dos aposentados
Essa diferença entre correção e inflação significa que os aposentados com benefícios superiores ao salário mínimo acabam tendo redução real de renda, com menos poder de compra para bens e serviços essenciais.
Especialistas apontam que, sem aumento real do benefício — ou seja, acima da inflação — essa tendência pode pressionar ainda mais o orçamento de quem depende desses pagamentos para custear despesas básicas, como alimentação, medicamentos e moradia.
O reajuste do INSS em 2026 não foi suficiente para acompanhar a inflação geral, resultando em perda efetiva do poder de compra para aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo.

No hay comentarios:
Publicar un comentario
Nota: solo los miembros de este blog pueden publicar comentarios.