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lunes, 12 de enero de 2026

Benefícios do INSS acima de um salário mínimo perdem poder de compra em 2026

 


Autor LIBIA LOPEZ para Econix

A correção dos benefícios previdenciários ficou aquém da inflação oficial, reduzindo a capacidade de compra de aposentados e pensionistas que recebem mais que o piso nacional.

Os aposentados e pensionistas do INSS que recebem valores acima do salário mínimo tiveram seus benefícios reajustados em 3,9% em 2026, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, que serve de base para a correção desses pagamentos.

No mesmo período, a inflação oficial medida pelo IPCA fechou 2025 em 4,26%, superando o reajuste, o que significa que quem recebe benefício maior que o piso nacional perdeu poder de compra ao longo do ano.

Para quem recebe apenas o salário mínimo, o quadro é diferente: esses benefícios são automaticamente ajustados conforme o valor do piso nacional, que passou a ser de R$ 1.621 em janeiro de 2026, garantindo uma recomposição direta com base no aumento do mínimo.

O que os dados mostram


O INPC, que reflete o custo de vida das famílias com renda de até cinco salários mínimos, subiu 3,9% em 2025.

Já o IPCA — índice que mede a inflação oficial mais ampla — avançou 4,26% no ano, corroendo a capacidade de consumo daqueles com benefícios acima do piso.

Impacto na vida dos aposentados

Essa diferença entre correção e inflação significa que os aposentados com benefícios superiores ao salário mínimo acabam tendo redução real de renda, com menos poder de compra para bens e serviços essenciais.

Especialistas apontam que, sem aumento real do benefício — ou seja, acima da inflação — essa tendência pode pressionar ainda mais o orçamento de quem depende desses pagamentos para custear despesas básicas, como alimentação, medicamentos e moradia.

O reajuste do INSS em 2026 não foi suficiente para acompanhar a inflação geral, resultando em perda efetiva do poder de compra para aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo.



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